Compromisso com a Serra do Itapety

Artigo de Paulo Groke sobre a RPPN Botujuru, publicado no jornal O Diário

Paulo Groke*

A criação de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) demonstra uma ligação muito forte de uma empresa privada, uma pessoa física ou mesmo do poder público com a preservação ambiental. Por meio dela, o proprietário, de forma voluntária, assume a responsabilidade em proteger a natureza e garantir que os recursos naturais do local sejam conservados de forma perpétua – isso mesmo, para sempre! Em outras palavras, ainda que o terreno seja vendido, o compromisso assumido permanece garantido por lei.

RPPN Botujuru

Quando o Instituto Ecofuturo propôs e a Alden criou a RPPN Botujuru, na área da Fazenda Rodeio, um passo muito grande foi dado no sentido de proteger mais de 400 hectares da Serra do Itapety, em Mogi das Cruzes. Isso significa proteção à fauna, à flora, à paisagem e a todos os cursos d’água que passam pela RPPN. Lembrando que a Serra, em sua totalidade, abriga aproximadamente 33 mil hectares de remanescentes de Mata Atlântica e é a principal formação de relevo, protegendo diversas nascentes que abastecem os rios Tietê e Paraíba do Sul.

Com o trabalho de pesquisadores contratados, foram identificadas mais de 380 espécies, sendo 108 da flora, 18 mamíferos, 208 aves e 49 anfíbios – entre eles, preponderam os nativos da Mata Atlântica e alguns, inclusive, estão ameaçados de extinção, como a onça-parda, o sagui-da-serra-escuro, a jaguatirica e a palmeira-juçara. Durante os trabalhos, registrou-se pela primeira vez nas áreas da Serra, a ocorrência de três novas espécies de morcegos, sendo uma delas, a Myotis ruber, considerada vulnerável à extinção.

Compromisso

A partir da criação da RPPN Botujuru, a Alden se responsabiliza pela preservação desse bioma, compromete-se a realizar monitoramentos periódicos e a estabelecer estratégias de proteção para que nada afete a integridade dessa riqueza. É por isso que a empresa dá um passo à frente e pode ser considerada pioneira em uma nova tendência no setor imobiliário, com a integração real entre o negócio e o meio ambiente.

Trabalhar num projeto como esse é gratificante, porque culmina com a criação de uma área especialmente protegida e com a implementação integral do seu Plano de Manejo. E esta área corresponde a maior RPPN urbana da Região Metropolitana de São Paulo!

* Paulo Groke é engenheiro florestal e diretor superintendente do Instituto Ecofuturo.

(Artigo publicado em O Diário, em 24 de maio de 2019)

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